Olá amigos!
Para iniciar o primeiro post do Geographia com PH, quero abordar a questão da transposição das águas do Rio São Francisco.
A quem interessa essa obra? Como fazê-la sem antes avaliar a possibilidade de revitalizar o rio? Mas antes, o que é essa tal transposição?
O projeto de transposição das águas do Rio São Francisco, é de origem governamental e tem por objetivo levar as águas do Velho Chico, para os
Estados da Região Setentrional do Nordeste, que sofrem com períodos longíquos de seca. Porém, esta água não irá beneficiar o povo que precisa. Então quem será ou serão os grandes beneficiários com isso? Os grandes latifundiários multinacionais, os grandes agricultores com suas irrigações em demasia e o próprio governo que encobrirá esse projeto sem levar em conta os impactos ambiental e social que isso provocará.
Estados da Região Setentrional do Nordeste, que sofrem com períodos longíquos de seca. Porém, esta água não irá beneficiar o povo que precisa. Então quem será ou serão os grandes beneficiários com isso? Os grandes latifundiários multinacionais, os grandes agricultores com suas irrigações em demasia e o próprio governo que encobrirá esse projeto sem levar em conta os impactos ambiental e social que isso provocará.Por que razão a população ribeirinha do São Francisco sofrerá com a transposição? A razão é muito simples: a população ribeirinha que já sente na pele os efeitos da degradação do rio, terá mais dificuldades para utilizar suas águas que no futuro, poderá ser assoreada.
Segundo relatos do Ministério da Integração Nacional, dos 95% do volume médio de água liberado pela Barragem de Sobradinho, 1850 m³/s são lançados ao mar e apenas 5% são utilizados no Vale do São Francisco, especialmente para a fruticultura. Afirmam que não caberia ao projeto, agravar as condições do ecossistema com amplitude da degradação; o rio já sofre com a falta de apoio de seus afluentes, assim como também com o problema na sua nascente.
Divididos em dois eixos (Eixo Norte e Eixo Leste), o projeto prevê levar as águas do rio para as cidades dos Estados que compõem a Região Setentrional do Nordeste. São eles: Rio Grande do Norte, Ceará e Paraíba que sofrem com constantes períodos de seca.
Segundo estudos científicos, não há a necessidade de se fazer essa transposição. Pode-se investir na perfuração de poços e na utilização das águas da chuva, mesmo que irregular e também, no aproveitamento do manancial dos aqüíferos que banham a região.
Apesar da revitalização com o reflorestamento de nascentes, margens e áreas degradadas, além da recuperação e controle de processos erosivos da bacia com a recuperação da mata ciliar e de ser a transposição uma ação com apenas 5% da água utilizada que seria desembocada no Oceano, eu não apóio esse tal projeto, pois, segundo a própria mídia, os únicos beneficiários seriam os grandes investidores multinacionais que explorariam a região e deixariam como rastro, a destruição de um tesouro do Brasil, um rio que integra a nação e banha de beleza seu curso até desaguar no mar.
